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Depressão na Família: Saiba como ajudar, sem adoecer junto


Na maior parte do tempo as pessoas se sentem muito bem, mas de um dia para outro tudo pode mudar. Quando a depressão aparece, a visão que o indivíduo tem de si mesmo é transformada de aceitação em aversão, em culpa por falhas imaginárias de omissão ou responsabilidade, podendo chegar a tirar a própria vida. Vamos entender melhor esse estado de tristeza profunda com as palavras intensas do personagem Hamlet, de William Shakespeare:

Ultimamente (mas os motivos me escapam) perdi toda a alegria, descuidei-me dos exercícios habituais. E, aliás sinto-me tão abatido que essa vistosa moldura, a terra, parece-me um promontório estéril; esse dossel estupendo, o ar, vê esse magnífico firmamento suspenso, esse teto majestoso ornado de fogo dourado -, tudo isso para mim não é mais que um amontoado de vapores púridos e pestilentos.

A depressão é sombria, solitária, desligada, uma infelicidade óbvia, um surto de raiva. É um ódio pelo mundo e um ódio pelo seu ódio. O apego do deprimido aos que ama e a sua própria vida desaparece e ao mesmo tempo tenta desesperadamente restabelecer esse laço perdido. A depressão não é frescura, sinal de preguiça, comodismo e nem passa só com pensamento positivo. A pessoa deprimida geralmente está indecisa, sendo necessário que alguém tenha que tomar a decisão para se começar um tratamento e ajudá-la a não desistir no meio do caminho, pois pensa que já causou muitos problemas e que já incomodou demais, então para quê continuar atrapalhando a vida dos outros se a sua própria vida não tem mais jeito mesmo e nada fará diferença. Por isso o apoio da família se torna mais do que necessário, torna-se fator primordial para tirar o indivíduo desse estado de intensa tristeza, pois sozinho não conseguirá.

Além da pessoa deprimida, todos em casa acabam sendo contagiados pelo seu mau humor, pessimismo e reclamações. Mas o apoio da família é um suporte importantíssimo para ajudar o deprimido a sair desse estado e melhorar. Muitas vezes os familiares se sentem angustiados, desesperançosos, culpados e até culpam o outro por não entender direito o motivo daquele estado, achando que pode ser frescura ou só está se querendo chamar a atenção. Vivem constantemente entre o sentimento de impotência de não conseguir ajudar e o de raiva por achar que a pessoa deprimida também não está fazendo sua parte para melhorar. É importante lembrar que o indivíduo está doente e que precisa de tratamento medicamentoso, psicoterápico, ou os dois associados.

Segue abaixo algumas dicas práticas do que se deve ou não fazer para enfrentar essa fase da melhor maneira possível.

Atitudes que ajudam

1- Escute a pessoa deprimida. Você não precisa ter as respostas na ponta da língua e nem tentar solucionar nada. Apenas esteja ali presente ouvindo o que ela tem a dizer. Na maioria das vezes ela só quer desabafar e perceber que alguém está disposto a ouvi-la.

2 - Reconheça que a pessoa está sofrendo, pois ela realmente está.

3 - “A paciência é uma virtude. Pratique todos os dias. Não é fácil ter alguém reclamando toda hora das mesmas coisas, mas é importante que você mantenha a calma e não traga mais um problema transformando tudo em discussão.

4 - Deixe bem claro que a pessoa tem seu apoio. Como em qualquer doença, saber que se tem alguém com quem contar e que é compreendido ajuda muito na recuperação.

5 - Não adianta ficar fazendo caras e bocas para tentar animar a pessoa e nem ficar teimando em dizer toda hora para ela reagir, pois é a mesma coisa que mandar uma pessoa com a perna quebrada correr. A depressão é uma doença e a solução depende muito mais do que força de vontade, depende de um tratamento adequado.

6 - Não fique apontando só os defeitos e dizendo que ela só reclama de tudo. Seja carinhoso! Elogie as qualidades e festeje as pequenas melhoras. Assim a pessoa se sentirá querida, reconhecida e importante para você.

7 - Procure se informar sobre a doença para você ficar sabendo o que realmente se passa com o deprimido. Quanto mais conhecimento, mais você poderá ajudar e entender determinados comportamentos.

8 - Permita que a pessoa sempre participe nas soluções de pequenos problemas diários, fazendo com que sinta-se útil, ajudando a levantar a sua auto-estima.

9 - Não diga ou faça nada que possa piorar a imagem pouco satisfatória que a pessoa já tem de si mesma.

10 - Se o caso for grave, jamais deixe a pessoa sozinha.

11 - Leve a sério comentários sobre suicídio, notificando o fato imediatamente ao médico ou ao profissional responsável.

Atitudes que não ajudam

1 - Excluir a pessoa dos assuntos familiares. Essa atitude faz com que ela se sinta cada vez mais isolada, pois sua opinião não conta mais.

2 - A pessoa com depressão, na maioria das vezes, se sente incapaz de realizar certas tarefas, mas ter que fazer algumas coisas a ajuda a melhorar a auto-estima, por isso não faça tudo por ela.

3 - Não critique e nem brigue com a pessoa por causa do seu estado depressivo, pois isso pode fazê-la desmoronar e se sentir mais incapaz e confusa.

4 - Durante a crise depressiva tomar decisões importantes e de grande impacto na vida não é a melhor coisa a se fazer.

5 - Não fique pressionando a pessoa deprimida a fazer isso ou aquilo. O respeito também é importante para ajudá-la, pois ela pode estar em um momento de desmotivação e com desejo de apenas ficar quietinha no canto dela.

Dicas para os familiares não adoecerem junto

1 - Não pense só no outro. Separe um momento para você. Faça algo que lhe dê prazer e que não tem nada a ver com a pessoa deprimida.

2 - Tenha hábitos saudáveis. Pratique exercícios, coma e durma bem. Você não ajudará ninguém se você não estiver bem e animado.

3 - Não mude sua rotina. Não reorganize e gire a sua vida ao redor da pessoa deprimida.

4 - Equilíbrio é tudo. Você não precisa ignorar a doença, mas também não se envolva mais do que o necessário.

5 - A responsabilidade não é sua se a pessoa está feliz ou não. A melhora não depende apenas de você, pois existem coisas fora do seu controle. Não se cobre demais.

6 - Não se anule por causa da pessoa deprimida, assim você se sacrifica mais do que o necessário e pode acabar com raiva do outro por ser privado da sua própria vida.

Lidar com a depressão realmente é uma situação desafiante, mas este também pode ser um momento para todos os familiares compreenderem a si mesmos e aos outros. Evidenciando suas capacidades e descobrindo muitas outras até então desconhecidas.

Bibliografia

Depressão na família. Disponível em: http://www.opiniaoweb.com. Acesso em: 04 de Jan de 2011.

Holmes.J. Depressão; tradução  Carlos Mendes Rosa. Rio de Janeiro: Relume Dumará: Ediouro; São Paulo: Segmento Duetto, 2005.

Shakespeare, W., Hamlet, Act II, Scene II, Arden Edition. Londres: Methuen, 1981, p. 253. [Edições Brasileiras: Hamlet, trad. Milôr Fernandes, Porto Alegre: L&PM, 2002; Hamlet, trad. E adapt. Fernando Nuno, Rio de Janeiro; Objetiva, 2003; entre outras.]

 

"Não seja infeliz por opção"


Hoje em dia, por incrível que pareça, muitas pessoas estão sendo infelizes por opção. Estão acomodadas em relacionamentos fracassados, com medo e até preguiça de recomeçar. Já ouvi a seguinte frase: Ah, vou ter que começar tudo de novo!. Claro que vai! É preciso buscar o novo. Buscar a felicidade que até então não existe mais em sua vida. Ser infeliz é fácil. Ser triste é fácil, pois é apenas uma rendição. Você se rende, desiste e se conforma. Agora para ser feliz é preciso muita coragem, pois é necessário força para enfrentar dia-a-dia tudo aquilo que vai tentar fazer você desistir. É preciso persistência, e muita, mas muita vontade de se dar a chance de ser e fazer alguém feliz.
 
Permita-se ser amado, queira ser especial para alguém. Acredite se quiser, mas existem pessoas que não querem isso, porém existem outras, que querem mais, precisam de mais e sabem que merecem mais. Queira alguém para ser a menina dos seus olhos, a razão do seu bem querer e o dono dos seus pensamentos mais simples, puros e verdadeiros. E que você seja tudo isso para a outra pessoa também.
 
Permita-se sentir borboletas no estômago, rir a toa e sentir seu coração acelerar. Não queira estar com alguém por comodismo, conveniência ou por medo de ficar sozinho, queira estar com alguém, simplesmente, por querer, por ser especial, por prazer e por amar. Não queira ser infeliz por opção, porque tem o grandioso medo de recomeçar. Não desista de fazer feliz a primeira pessoa em quem precisa pensar: Você!
 
"Eu sou. Eu és. Eu é. Eu somos. Eu sois. Eu são. Para sobreviver, é assim que a gente tem que aprender a conjugar o verbo ser. Não é fácil, demora um pouco, não adianta repeti-lo muitas e muitas vezes, até que ele fique tatuado na cortiça da alma; é preciso acreditar. E o mais difícil é acreditar. Mas quem conseguir poderá dar o passo seguinte e aprender a conjugar o verbo amar para não se dar por contente só com sobreviver, para triunfar, para que seus desejos digam à realidade, o modo como deve se desenvolver: Eu me amo. Tu me amas. Ele me ama. Nós me amamos. Vós me amais. Eles me amam." (Juan Bonilla)

Quem tem um porquê pelo qual viver pode suportar quase qualquer como. (Nietzche)


Quando se tem algo no que acreditar, busca-se forças, maneiras e soluções de onde menos se espera. É como mágica, como um encantamento que nos permite fazer coisas fabulosas, muitas delas que não acreditávamos que seríamos capazes.

Um objetivo a alcançar nos impulsiona para frente, a seguir caminhos desconhecidos, desviar de obstáculos, pulá-los e enfrentá-los. Vivemos por algo, por alguém, por uma busca constante de alcançar o que realmente importa, aquilo que nos faça sentir capazes, importantes e especiais. Não é necessário que todos gostem, apenas precisamos mostrar para nós mesmos que podemos chegar lá , e enquanto isso não acontece de que temos a coragem de continuar tentando.

 

Viver já é um grande objetivo, e lutamos constantemente para que a nossa vida tenha um sentido próprio, verdadeiro e sublime, tanto para nós quanto para os que nos rodeiam. Estamos fazendo escolhas a todo tempo, desde as mais simples até as mais complexas e mesmo não fazer nada, foi uma escolha tomada.

 

Portanto, querer muito algo é o que determina a importância de viver cada dia da melhor forma possível, de acordar todas as manhãs e perceber que se tem no que acreditar. Acreditar em si mesmo!

 

 

VIDALUZ

 

Meu querido Sol, porque seus raios insistem em me alcançar, esquentar o meu corpo, corar a minha pele e iluminar os meus caminhos?

 

Por que me mostra as cores de um mundo belo, onde quase consigo ouvir a melodia de uma vida perfeita?

 

Por que me mostra a face tão doce do amor sem as imperfeições da realidade e sem o esquecimento do tempo?

 

Continue Sol, a me aquecer com esses delicados delírios que me levam para um lugar onde só haja eu e a sua luz divina me envolvendo para sempre.

 

Porque é essa luz de esperança que me faz abrir as janelas da alma e deixar a vida entrar todos os dias.

(Patrícia Oguma)

 

O Sol representa a força, a determinação e a esperança que nos impulsiona a ir em busca do nosso objetivo, do nosso sonho, do nosso porquê. E essa determinação faz com que os comos sejam superados e muitas vezes considerados mínimos em comparação a realização de tudo que mais queremos.


Um monstro chamado "SE"


Ai como a incerteza maltrata...

Esse monstro gigante do "SE" que engole a gente a cada segundinho do dia.

"SE" isso, "SE" aquilo e "SE" aquilo outro...

Como judia da nossa ansiedade de Ser Humano, do apaixonado, do esperançoso e do impulsivo.

Como seria mais fácil se não existisse esse "SE" rondando a nossa cabeça que sempre nos leva para duas situações hipotéticas, onde uma delas sempre tem quer ser negativa...e muitas vezes acabamos desanimando e já tomando esta como verdade.

Ai, que "SE" danado que persegue a todos, do rico ao pobre e do novo ao velho.

Ai que "SE" sofrido que torna as horas mais longas, os dias mais arrastados e o coração mais apertado.

Mas não se tem nada a fazer...apenas tentar não sofrer por antecipação e esperar que o prazo de validade dele vença e a resposta tão almejada chegue e nos liberte desse monstro sem cores e sem formas, que apenas existe para nos confundir.


O que não me mata, só me fortalece

"Chove. Que fiz eu da vida?

Fiz o que ela fez de mim...

De pensada, mal vivida...

Triste de quem é assim!

 

Numa angústia sem remédio

Tenho febre na alma e, ao ser,

Tenho saudade, entre o tédio,

Só do que nunca quis ter...

 

Quem eu pudera ter sido,

Que é dele? Entre ódios pequenos

De mim, 'stou de mim partido.

Se ao menos chovesse menos!"

(Fernando Pessoa, 23-10-1931)

O poema de Fernando Pessoa mostra a angústia de uma pessoa que parou para pensar sobre a vida, suas realizações e seus desejos perdidos. Ela não se responsabiliza pelo que fez, mas sim que foi a própria vida que a levou a fazer ou deixar de fazer algo. É um momento íntimo em que ela percebe que poderia ter feito suas escolhas e que poderia ter sido diferente, que poderia ter vivido mais "o hoje".

Por muitas vezes nos sentimos assim, angustiados, deprimidos, indecisos e infelizes. Mergulhados em nossa própria dor, sofrimento e decepção. É uma condição existencial de se perguntar os "por quês e comos" da vida, um momento de descoberta, de crescimento e de talvez respostas que antes nunca tenham sido encontradas, não que elas tenham surgido do nada, mas que talvez nunca tenham sido de fato procuradas. A velha mania de achar que elas surgem e assim deixa a vida me levar!

Essa chuva que cai, é a tempestade dentro de você nesses momentos de reflexão individual e que são muito importantes para o amadurecimento. É uma dor necessária para dar forças para situações futuras. É uma dor que é preciso sentir para saber como é! É a dor que fará ver o quanto podia ter sido diferente e como diz no poema não tem remédio, simplesmente é preciso senti-la e deixá-la passar.

Essa conversa particular com o nosso mundo próprio ajuda a conhecer essa pessoa que muitas vezes nos esquecemos: você mesmo. É um momento de exclusiva atenção individual com um toque de egoísmo necessário para que a partir dele também possa se pensar no mundo humano e no circundante, pois apenas entenderá os outros e o mundo, a partir do momento, que entender a si próprio. É preciso conhecer e entender a sua realidade para poder enxergar outras fora de você.

O poema fala de dor, mas não apenas esse sentimento que  é preciso sentir intensamente, afinal temos que viver o hoje seja ele feliz ou triste. Aprendendo com as experiências sejam elas quais forem!

Não adianta alguém chegar e dizer que sente muito e que não é para você ficar assim. É claro que é! É o seu sentimento, o seu momento e ninguém pode saber o que se passa dentro de você. Pode imaginar, mas nunca sentir o mesmo. Afinal, é a sua realidade individual, sua experiência.

Portanto, é nessa angústia, de tempos em tempos, que aprendemos a viver por nós mesmos, sem achar que sempre foi algo ou alguém que impediu de atingir um objetivo, mas que fizemos o possível para fazê-lo e que por mais que digam que entenderam determinada situação, só você sabe o que está sentindo naquele momento, porque é a sua verdade e só você pode realmente saber como é. Talvez muitas vezes você não consiga fazer parar de chover, mas possa fazer apenas garoar em sua vida. Pois a vida é cheia de mistérios, surpresas, alegrias, tristezas e obstáculos a cada dia.

No mesmo dia você passeia pelos mais diversos sentimentos, passa pelas mais diversas situações, fala de variados assuntos, encontra inúmeras pessoas, e ainda pode sentir-se só. Pensa em coisas boas, ruins, importantes e fúteis. Pode ser amado, adorado, humilhado, magoado, encantado, injustiçado e idolatrado. E no final desse dia, depois de tudo isso, você é um bravo sobrevivente. E se não terminou exatamente do modo como queria, vale lembrar que o que não te mata, só te fortalece para encarar tudo de novo amanhã.


Atreva-se


Sabe aquele friozinho que dá na barriga em toda situação inesperada? Esse friozinho, realmente nos polpa de fazer muitas coisas erradas, porém o mesmo friozinho também nos impede de fazer muitas outras coisas espetaculares por simples medo.

Todos sabem que o medo é necessário, pois ele é essencial para continuarmos vivos. Já pensou se ninguém tivesse medo de nada e saísse por aí fazendo loucuras? Porém, estamos falando aqui não de medos de situações reais e de risco de vida, mas sim de medos que estão apenas na nossa imaginação. Também não estou me referindo de medos patológicos como fobias, mas do simples medo de mudar algo na vida, de progredir, de seguir adiante e fazer novas escolhas.

Existem oportunidades que são raras, únicas, singulares e que se deixadas passar, nunca retornarão ou então demorarão muito mais do que você realmente é merecedor. Por isso, se o medo for por pura insegurança, é bom só de vez enquando, começar a enfrentá-lo, pois surpresas inesperadas podem vir ao seu encontro.

Todas as coisas têm 50% de chances de dar certo e 50% de dar errado. Acredite que é o seu dia de sorte e atreva-se. Só pra variar, respire fundo, conte até dez e vá em frente. Afinal, as várias portas do mundo estão abertas para você, comece a entrar nelas para ver o que te espera. Comece com uma espiadinha e depois entre, sente e veja as maravilhas que podem acontecer. Se não quiser participar ativamente logo de início, participe sendo mero espectador, mas o que importa é que você olhou lá dentro e descobriu inúmeras possibilidades que a vida lhe reserva. Participar delas ou não cabe a você escolher o que mais lhe agrada e interessa, mas o magnífico de tudo isso é que você teve a chance de escolher. Atreva-se!


Mente Saudável, Mente Brilhante


Para Richard Restak, autor do livro Mente Saudável, Mente Brilhante, o estresse que os dias de hoje nos causa é o que mais desgasta nosso cérebro. O estresse leva a um ciclo destrutivo no cérebro: a depressão e a ansiedade traduzem a perda de células cerebrais, o que resulta em distúrbios no pensamento, concentração, memória, sono e bem-estar em geral.

Por isso, ele sugere:

- Aprenda a parar de desperdiçar energia mental com coisas que estão além do seu controle. Isso não significa pensar e agir como se você não tivesse controle algum sobre a sua vida. O estresse mais debilitante decorre das situações do tipo "gaiola de ouro" - você odeia o seu emprego, mas tornou-se dependente do salário que o acompanha; seu casamento é infeliz, mas você o mantém mesmo assim, por muitas razões que só são razões para você mesmo.

- Reaja rapidamente quando você pode fazer algo para resolver uma situação estressante. Se você tem se sentido sempre sufocado por uma situação em sua vida, o melhor a fazer é encará-la, porque senão ela vai se transformar em um problema ainda maior. Ficar passivo, apenas esperando que a situação mude, não vai trazer benefício algum e, certamente, vai deixar você desatento, deprimido e sem estímulo para fazer outra coisa. Ou seja, você entra em um círculo vicioso difícil de sair.

- Reduza o estresse com o aumento de atividade física. Corrida, caminhada, ciclismo... tudo vai bem. O que vale é você exercitar seu corpo, espairecer a mente e sentir-se mais fortalecido.

-Evite períodos de trabalho longos, ininterruptos. Faça intervalos regulares que ocupem seu cérebro em uma atividade totalmente diferente. Desenhe, jogue, veja vídeos. Ouse sair da rotina. Você vai notar a diferença quando retomar o trabalho.

- Monitore seu estado de humor, fantasias e conversas internas consigo mesmo. Se você anda remoendo cenários pertubadores ou estressantes, mude a sua atividade cerebral parando o que quer que esteja fazendo e voltando-se para algo que não envolva introspecção em preocupações pessoais (exercícios ou desafios lógicos fazem muito bem, nesta situação).

- Aproxime-se de outras pessoas. Se você tende a ser introvertido e a se sentir constrangido em grandes agrupamentos sociais, está tudo bem em se limitar a poucos amigos, mas certifique-se de dar os passos necessários para manter essas amizades em perfeito estado. A melhor maneira de fazer isso é tomando a iniciativa e fazendo o primeiro contato. Lembre a si mesmo daquelas ocasiões no passado em que sentiu melhor depois de se reunir com alguém, mesmo que antes do encontro você não estivesse a fim de ir. A melhora do seu humor resultou do fato de você "sair de si mesmo" e entra em um mundo menos egocêntrico.

- Tente diminuir a importância do acontecimento ou da situação. "Olhar de longe" significa parar e refletir sobre o que está deixando você estressado. O fato de parar, respirar fundo e olhar com distanciamento para a situação que você está vivendo restabelece seu equilíbrio mental e, fatalmente, vai provocar menos descarga de adrenalina em seu corpo, evitando o desperdício de energia.

De acordo com Richard Restak, à medida que combatemos o estresse, somos capazes de absorver mais informações, de ter um nível de concentração melhor, além de manter o bom humor, uma das grandes razões para se viver melhor, mais longamente e com muita qualidade.

Fonte: Mente Saudável, Mente Brilhante, Richard Restak, Larousse.

           Revista Ciência e Vida Psique, número 58, Ano V, Editora Escala.


CRIANDO FILHOS MAIS FELIZES


Controlar o estresse, ter uma relação familiar saudável e entender seus próprios sentimentos são os melhores indicadores de bons resultados na criação dos filhos.

 

Um novo estudo realizado por Robert Epstein, professor de psicologia e pesquisador da Universidade de Harvard, junto com Shannon L. Fox, mostrou a eficiência de dez tipos de competências na criação dos filhos comprovadas por várias investigações científicas.

Dez atitudes para criar filhos mais felizes:

  1. Amor é essencial. É importantíssimo aceitar e apoiar os filhos como realmente são, mostrando que os ama deste jeito e aproveitando cada momento junto deles.
  2. Administrando o estresse. Reservar um tempo para você relaxar, procurando fazer exercícios ou algo que te faça bem, é algo que ajuda no equilíbrio emocional. Se tudo isso ainda não adiantar, invista na psicoterapia para entender e controlar melhor os seus sentimentos e ações.
  3. Habilidades do relacionamento também conta. Manter uma relação saudável com o parceiro ou com outras pessoas importantes na sua vida e na da criança, demonstra quanto é importante manter relações afetivas verdadeiras.
  4.  Incentivo à autonomia e à independência. É fundamental tratar os filhos com respeito e estimulá-los a se tornar pessoas confiantes e com iniciativa.
  5. Acompanhar a aprendizagem. É importante que os pais valorizem e acompanhem as curiosidades de seus filhos, mesmo as mais simples.
  6. Preparando para a vida. Converse sobre temas delicados, como medo, sexo e morte em linguagem acessível, bem como orientá-los e prepará-los para assumir responsabilidades.
  7. Atenção no comportamento. Reconhecer e reforçar positivamente as boas atitudes e recorrer ao castigo somente quando outros métodos, como conversar, já falharam mais de uma vez.
  8. De olho na saúde. Bons pais propiciam um estilo de vida saudável e estimulam bons hábitos como exercícios regulares, higiene e alimentação adequada para seus filhos.
  9. Falando de espiritualidade. Apoiar o desenvolvimento da religiosidade e a preservação da natureza, o respeito ao outro e às diferenças, evitando a disseminação de preconceitos e intolerância.
  10. Dar segurança. É importante se empenhar para proteger os filhos de situações de risco e manter-se vigilante quanto a suas atividades e amizades.

Várias pesquisas mostram o que já sabemos: quanto melhor a relação familiar, maiores são as chances das crianças serem mais felizes, saudáveis e ter sucesso na vida. Assim como amor e carinho é fundamental para a qualidade do relacionamento com os filhos, seja para o seu bem emocional e até para a saúde física. Mas agora aparecem resultados inusitados, mostrando que dois dos fatos que melhoram a criação dos filhos são indiretos: uma boa relação entre os pais e controlar o estresse. Mesmo sendo pais separados as crianças não gostam de ver as duas pessoas que mais ama brigando o tempo todo, assim como espera que seus pais reconheçam suas próprias emoções e lide com elas de maneira saudável e sem excessos, mesmo que algumas questões não estejam diretamente relacionadas com elas.

Outros fatores importantes apontados foram: dar espaço para as crianças experimentarem, errarem e nem sempre agradarem aos outros, sem que isso seja encarado como algo irreversível; procurar compreender as fases de desenvolvimentos dos pequeninos e entender suas próprias questões emocionais e aprender a lidar com elas, se preciso, recorrendo à psicoterapia mostrando benefícios indiretos a suas crianças.

Enfim, quase todas as atitudes mostradas apresentam como resumo o “equilíbrio”: Amar, mas impor limites; Vigiar, mas não sufocar; Dar o exemplo, mas deixar a criança ter sua própria individualidade. Uma das melhores notícias observada nesse estudo foi que ser bom pai ou boa mãe é algo que pode ser aprendido e treinado.

Bibliografia:

ROBERT, E. Equilíbrio Essencial: 10 maneiras de estreitar laços de afeto e preparar os filhos para a vida. Mente e Cérebro, São Paulo: Duetto, Ano XVII, Nº 215, p.27-33, dez. 2010.


MEU PARCEIRO, MEU CARRASCO


No mês de Junho mais um dia dos namorados foi comemorado e o ar romântico da data ficará na memória de muitas pessoas que se encontraram, presentearam e trocaram palavras carinhosas. Mas nem todas as pessoas se sentiram assim e os momentos que para elas seriam de felicidade, do nada, se transformaram em tristeza e lágrimas. Ter um relacionamento com um homem de comportamento misógino é assim, você nunca sabe qual será o sentimento da vez. Quando você ama muito, sofre muito e não sabe o porquê de tudo isso. Todo relacionamento com uma pessoa assim é como viver constantemente em uma verdadeira montanha-russa emocional. Quando você atende o telefonema do seu parceiro você nunca sabe o que te espera do outro lado da linha.
Misógino é uma palavra grega utilizada como referência a quem odeia mulheres: miso (odiar) e gyne (mulher). Mas no caso em questão, esse comportamento é destrutivo e dirigido exclusivamente a parceira e não a todas as mulheres. Socialmente ninguém sabe como ele realmente é e como se comporta com quem diz amar.
De acordo com a Dra. Susan Forward e Joan Torres, autores do livro Os homens que odeiam suas mulheres e as mulheres que os amam. Quando amar é sofrer e você não sabe  por quê, você está envolvida com um misógino quando acontecer várias das situações abaixo no seu relacionamento:
- Seu companheiro controla a sua vida e acredita que tem todo o direito de fazer isso;
- Você deixou de lado atividades que gostava e se afastou de pessoas importantes em sua vida;
- Ele grita, ameaça ou ignora com um silêncio insuportável quando é contrariado;
- Você vive pisando em ovos e controlando suas falas e ações para não irritá-lo;
- Ele menospreza sua opiniões, sentimentos e conquistas;
- Ele a confunde ao passar de um comportamento amável ao raivoso de forma inesperada;
- Ele é extremamente ciumento e possessivo;
- Você se sente constantemente confusa, inadequada ou até mesmo desequilibrada com ele;
- Ele a culpa por tudo de errado no relacionamento.
 
Inicialmente o misógino é um ser encantador, podendo ser daqueles tipos que mandam flores, escrevem poesias, fazem surpresas invejadas por todas as suas amigas. Ele conquista a mulher de uma forma rápida, atendendo todas as suas expectativas de carinho e atenção e com isso fica quase que impossível atribuir a ele a culpa e a responsabilidade quando os problemas começam a aparecer. O homem vai, aos poucos, ganhando terreno na relação e vendo o quanto pode controlar e manipular sua companheira. Esta em contrapartida evita reclamar e desagradá-lo para preservar a relação e com isso vai enfraquecendo enquanto ele vai dominando sua vida.
 
Esse controle começa a ser mostrado quando as palavras se tornam ofensivas, carregadas de críticas e julgamentos, chegando até ao controle da sexualidade e financeiro. E por mais que a mulher queira agradá-lo, tudo o que ela faz é errado, e o pior, ele a convence de que ela é a única culpada. Todos os seus argumentos são tão lógicos e tão preocupados com o bem da relação que a mulher realmente acredita ser responsável por tudo que dá errado. Tudo o que ele quer é que ela se esforce mais, demonstre mais amor, seja compreensiva, atenda suas necessidades e nunca se aborreça com ele. Ele pode mudar de um momento de explosão para o profundo arrependimento, voltando a ser aquela pessoa encantadora do início do relacionamento em que você acreditava que te completasse em todos os aspectos que sempre sonhou. Consegue passar da agressividade ao choro arrependido de um instante ao outro. O seu discurso muda das severas críticas as promessas de que tudo vai mudar, pois não agüentaria viver sem o seu amor. Esse tipo de homem fica procurando motivos o tempo inteiro para minar a relação e colocar a culpa na parceira. Ele sofre por esse motivo que ele mesmo acredita existir e se convence de que precisa responsabilizá-la e fazê-la sofrer ainda mais por ter feito isso.
Mas você pode estar pensando: “Até parece que eu me deixaria me manipular dessa maneira!”, mas ele tem todo um repertório de argumentos, táticas e armas para oprimir suas parceiras.  Pode  acontecer através de comportamentos intimidativos, gritos, ameaças, acessos de raiva, insultos, mudanças bruscas de comportamento, críticas constantes e até fazer ameaças implícitas de danos físicos. Mas na maior parte do tempo seus comportamentos são motivados por forças que estão além da percepção consciente. Ele usa e abusa da violência verbal e essas agressões verbais podem devastar a saúde mental quando usada de forma prolongada. A pressão psicológica constante provoca uma destruição emocional imensa em quem recebe, deixando cicatrizes para a vida inteira. Suas palavras sempre possuem um ar de ensinamento para tornar a mulher uma pessoa melhor, mas não importa o quanto ela mude, nunca será o suficiente e ainda por cima continuará sendo a errada e culpada por tudo.
Como os misóginos oprimem suas parceiras:
- Através da negativa;
- Através da alteração dos fatos;
- Alega que seu comportamento é um reflexo dos erros da parceira;
- A mulher não pode reagir, pois ele fica mais furioso e encara tudo como ataque pessoal, provando o quanto ela é inadequada dentro daquele contexto;
- Se o misógino se sente ameaçado de perder algo importante, pode tornar-se bruto, pois através do medo poderá controlar melhor a parceira.
 
A vida a dois torna-se o foco de tudo e a mulher tem que viver em função de agradar o seu homem. Para isso precisa renegar suas vontades, engolir o choro, desistir de sonhos, afastar pessoas, ignorar seu sofrimento e pode  até chegar a acreditar que está  ficando louca, pois por mais que esteja convencida pelo outro de que tudo vai mal porque ela não é boa o suficiente, também não consegue ver que tamanha deficiência é essa que possui. É uma situação desesperadora, intrigante e totalmente fora do seu controle, pois nada que faça será o suficiente. E outro aspecto que pode ajudar a acreditar que está ficando louca é que socialmente, na frente das outras pessoas ele é um ser absolutamente diferente. Ninguém diria que te trata desta maneira. Caso reclame dele para os outros, também é culpada por gostar de se fazer de vítima e de fazer os outros pensarem mal dele.
Dessa forma, para a mulher tornar o relacionamento menos doloroso ela se anula, perde a noção do que realmente está acontecendo entre os dois e acaba perdendo também a sua própria identidade, pois passa a ser o que o outro quer que seja. O misógino a faz acreditar que tudo o que ela faz está errado, que ela não se esforça o bastante pelo bem da relação, que não o ama, que dá motivos para as brigas e que não é boa o suficiente para ele. O pior de tudo é que ele pode acabar te convencendo de que é isso mesmo. Ele te trata como lixo e você pode acabar acreditando que é mesmo e passar a se ver e a se tratar como tal. É um esgotamento emocional tão intenso e implacável que nem se consegue ter tempo de se fortificar para a próxima briga. É preciso ver como sinal de alerta de que as coisas não estão normais, quando você se acostuma com o sofrimento e vive em função de doar muito mais de si, em troca de momentos esporádicos de paz. Que a sua vida se tornou uma busca constante de tentar fazer o outro feliz.
Este tipo de relação conturbada pode trazer a mulher perdas significativas em sua auto-estima, problemas de sono, depressão, síndrome do pânico, problemas alimentares, isolamento e problemas com álcool e drogas. Apesar do misógino ser visto como vilão e a mulher como a vítima, ela também contribui para que esse comportamento aumente e se repita quando não coloca limites, não estabelece regras, se anula e se deixa levar pensando em algo maior que é o seu sentimento por ele. O outro só vai até onde você o permite ir. Se ele chegou até esse ponto é porque você foi conivente tempo demais, seja por medo ou seja por amor. Na maioria das vezes, o primeiro pensamento que vem é de que tudo vai passar, é apenas uma fase e ele voltará a ser aquele que a conquistou.
Uma mulher que vive essa situação precisa quebrar esse padrão e pode:
- Continuar submissa para manter seu relacionamento;
- Separar-se;
- Construir uma nova relação com o mesmo homem.
Se escolher manter a relação precisará se fortalecer, resgatar sua auto-estima, estabelecer limites, reassumir sua própria vida, se posicionar diante do seu parceiro e assumir o seu papel no relacionamento e para isso, provavelmente, precisará de ajuda terapêutica, pois ficará muito pesado fazer toda essa reestruturação emocional sozinha. Com isso pode acontecer que a medida que ela se fortaleça e comece a conquistar seu objetivo, o misógino desista de aterrorizá-la para ficar ao seu lado ou desista da relação. Se ela realmente sente que o ama, terá que primeiramente amar a si mesma, para agüentar e ter coragem de correr o risco de perdê-lo nesse processo. Afinal, é quase inadmissível para ele perder o controle.
Porém, raramente o misógino busca terapia e se começa o acompanhamento, assim que se fortalece abandona o processo. Ele acredita que quem tem culpa de tudo é o outro e é muito difícil de entrar em contato com seu interior e perceber que constrói a maioria das dificuldades na relação, que é extremamente carente de amor e reconhecimento, e o mais difícil, admitir que é o único responsável por sua felicidade.
Nesses casos a mulher precisa amar primeiramente a si mesma mais que ao outro, tanto para não se deixar envolver em um tipo de relação como essa, como para ter forças para sair dela caso esteja vivendo esse tipo de situação. Se anular em nome do outro não é sinônimo de relacionamento saudável.
 
Sugestões de Leitura:
FOWARD, S; TORRES, J. Homens que odeiam suas mulheres e as mulheres que os amam. Quando amar é sofrer e você não sabe por quê. Editora Rocco, 1994.
DELAHAIE, P. Amores que nos fazem mal. Larousse, 2005.
 
Referência Bibliográfica
FOWARD, S; TORRES, J. Homens que odeiam suas mulheres e as mulheres que os amam. Quando amar é sofrer e você não sabe por quê. Editora Rocco, 1994.
GRANATO, B, M, R. Armas que um misógino tem para oprimir suas parceiras. Disponível em: <http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=18892>. Acesso em: 10 de Jan. 2011.
GRANATO, B, M, R. Relacionamentos conturbados: misoginia. Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=18146>. Acesso em: 10 de Jan. 2011.
NEMI, S. Comportamento/Misógino: Relações amorosas conturbadas. Disponível em:     <http://www.portalmulher.net>. Acesso em: 19 de Jan. 2011.

Olhando a vida por um outro ângulo


É comum vermos todos agradecendo pela ajuda de amigos, familiares, namorados, Deus e todos aqueles responsáveis pela nossa felicidade e bem estar...Também agradeço a todos esses por fazerem parte da minha vida, mas gostaria de fazer um agradecimento extra a todos aqueles que não se enquadram neste contexto.
Aos amigos que pensei que fossem amigos e me trairam, ignoraram,
desdenharam e até mesmo os... que nem quiseram ser meus amigos...assim fizeram com que eu soubesse separar e valorizar aqueles que seriam de verdade e para sempre...
Agradeço aos familiares que nem se lembram da minha existência e quando lembram é por alguma "obrigação familiar"...pois me fizeram ver que existem amigos que são mais da família do que os seus de sangue....
Agradeço aos namorados, rolos e paqueras que me fizeram chorar, sofrer e etc...porque me fizeram comparar, procurar melhor e perceber o valor de amar e ser amada...
Agradeço aos empregarores que me disseram não, dispensaram ou nem me selecionaram...pois pude seguir o meu próprio caminho e encontrar minha realização pessoal e profissional....
Agradeço a todas essas pessoas que me ajudaram, sem saber, a chegar no lugar em que me encontro. Exatamente onde eu queria estar, avistando tudo o que ainda quero e vou conseguir.
As portas que me foram fechadas, só me ajudaram a abrir a porta que realmente seria melhor para mim!

Reflexão 2012


Reflexão de final de ano...
Esse ano não foi fácil, só eu sei o que passei durante todo ele...
E com ele aprendi que as pessoas que dizem ser as que mais me amam no mundo, foram as que mais me machucaram...
Aprendi que amizade, pode vir acompanhada de falsidade e com "só venha a nós, ao vosso reino nada" de bônus...
Aprendi que ser ignorada, mudou de conceito para alguns e significa na verdade que...... estão "preocupados comigo" e é para o "meu próprio bem"...
Aprendi que a inveja pode morar ao lado...
Aprendi que felicidade incomoda...
Aprendi que tristeza também...
É proibido ficar triste...tem prazo de validade...uma semana...depois você é chato...é sinal de fraqueza...
Desculpe, mas para mim é de que você tem sentimentos...e o tempo que ela dura é proporcional ao impacto que ela teve em sua vida...
Aprendi que um dos conceitos de amizade, de companheirismo, solidariedade e compartilhar também mudou...que para muitos só interessam a parte legal de você, pq se te ajudarem em apenas te ouvir vai faltar para eles..."você forte eu gosto, você cheia de problemas eu não gosto"....A ditadura da felicidade é cruel...mas engraçado, na verdade essas pessoas também tem seus problemas, dos quais muitos eu ouvi e ajudei, mesmo eu tendo os meus milhares para resolver na minha vida pessoal. E aqui não estou dizendo profissionalmente...
Fotos felizes são fáceis de colocar nas redes sociais, mas o que acontece entre uma foto e outra ninguém quer saber e nem quer mostrar...
Aprendi que pessoas para confiar de verdade é artigo raro no mercado...
Aprendi que a dificuldade afasta, isola, é feio, é quase que contagioso e que a frase "estou aqui para o que precisar" muitas vezes não é de coração, não é viável, não se tem tempo e nem paciência para lamentações...
Aprendi todas as formas que as pessoas podem destruir as outras e como isso é doloroso...difícil e decepcionante...
Com tudo isso o que tirei de bom, foi que realmente confirmei que estou na profissão certa...respeitando o indivíduo como um todo...com suas fraquezas e potencialidades...sem julgamento, sem preconceito, sem menosprezar suas mazelas...os respeito como verdadeiramente são.
Mas antes de me sentir satisfeita profissionalmente, me orgulho de ser "Eu", porque também sempre fui assim como SER HUMANO, transparente, disposta a realmente ajudar, ouvir e se preocupar e acima de tudo respeitar o outro SER HUMANO.

Amizade Com Amizade Se Paga

Muitos se esquecem, mas a amizade é como qualquer outro tipo de relacionamento e precisa de cuidados e atenção.

Hoje em dia alguém pode ter 2445 amigos no facebook, mas não tem ninguém para ir ao cinema ou ao teatro. Fazer amigos no facebook é fácil, mas para manter um amigo no seu dia a dia é preciso mais dedicação e comprometimento. Cada qual estabelece uma relação de compromisso com o outro e é necessária uma verdadeira vontade de dedicar seu tempo, energia, pensar nas necessidades e desejos um do outro. Com isso pode se ter uma relação satisfatória e duradoura.

Para manter suas amizades é preciso cuidar delas:

- Mantenha sempre contato. Bons amigos podem até diminuir a frequência com que se falam, mas nunca perdem o contato. Estão sempre dando um jeitinho de se comunicar. Hoje em dia só perde o contato quem realmente quer, pois tem o próprio facebook, e-mail, sms e etc. Muitos amigos perdem o contato e quando se reencontram parecem que continuam de onde pararam, mas mesmo com essa sensação de continuidade, perderam anos e anos da companhia um do outro, das suas histórias, experiências e momentos que não voltam para serem vivenciados.

- Não fique competindo com o seu amigo. Não importa quem deu a última ligação, o presente mais caro. Amigos que são amigos sabem que com o tempo tudo vai se equilibrar. Aquela história de não vou fazer se o outro não fizer só acaba atrapalhando a realização de momentos inesquecíveis. Nem sempre se pode retribuir um favor, retornar uma ligação ou ir a um lugar imediatamente quando o outro quer. Há períodos que a vida de um está mais livre que a do outro ou este está com menos dinheiro e assim por diante. Compreensão e bom senso também são muito importantes nestes momentos.

- O equilíbrio é algo muito importante na relação de amizade, pois ambos precisam se sentir de igual para igual. Em amizades saudáveis os papéis se invertem facilmente. Como em qualquer relacionamento a amizade é um trabalho em equipe para um bem comum, e não uma competição. Ambos andam lado a lado e não um fica lá embaixo enquanto o outro vive em um pedestal.

- Amizade requer lealdade. Amigos compartilham muitos segredos e só fazem isso porque se sentem a vontade de falar de tudo com o outro, então a lealdade é o mínimo que se espera, pois não se quer ver seus pontos fracos sendo expostos e motivos de chacota em fofocas desnecessárias.

- Apesar de muitos dizerem que não lembrarem de seus aniversários e datas comemorativas não é algo que os incomodem, mas pequenas coisas realmente contam. Pode ser que para você não importa, mas para o outro sim. Então se sabe que para ele é importante, pode ser algo simples, mas mostra que o outro é especial para você.

- O conflito é inevitável em qualquer tipo de relação humana, pois são pessoas diferentes, com pensamentos e experiências diferentes que ficam juntas por suas afinidades superarem suas diferenças. Por isso amigos de verdade trabalham para resolver o problema mesmo discordando. O diálogo é algo precioso nesse ponto, pois colocam tudo o que os incomodam e ali conseguem chegar a um ponto em comum ou, pelo menos, respeitam a opinião alheia.

- Como dito anteriormente a amizade não é uma competição e sim uma parceria, por isso é preciso reconhecer e comemorar as conquistas do seu amigo sem se sentir diminuído. Pelo contrário, encorajar o outro e aconselhar para ter o melhor desempenho possível. Celebram sempre juntos suas conquistas que podem ser, hora de um, hora de outro.

- E por último e não menos importante, algo que todos sabem, mas esquecem de usar no dia a dia, trate o outro como gostaria de ser tratado. Se ambos se aceitarem como são e trabalharem juntos para tirarem o melhor um do outro terá uma bela amizade que pode durar a vida inteira.

Mas lembre-se que não basta só esperar isso do outro, você também tem que ser amigo para ter um amigo. E também não adianta só ser amigo e o outro não estar nem aí para você. O comprometimento de manter a amizade saudável e por anos deve ser de todos, pois se está acontecendo o famoso “Venha a nós e ao vosso reino nada”, está na hora de rever seus conceitos de amizade e quem realmente é e quer ser seu amigo.


As crianças e os animais

Cita Dotti (2005) que algumas pesquisas realizadas com pais de crianças que possuíram animais de companhia em sua infância apontam que as atitudes das crianças se tornaram mais intensas em relação à responsabilidade, sensibilidade e senso de comunicação com outras pessoas. Os aspectos como de cooperação, organização e de companhia foram identificados, facilitando o contanto com outras crianças e cria um ambiente saudável para brincadeiras. Estudos recentes mostram que as crianças entre 5 e 12 anos, que possuem animais de companhia, têm mais sensibilidade e compreendem melhor os sentimentos de outras pessoas tendo mais empatia. Crianças menores desenvolvem mais rapidamente a cognição e se tornam até mais espertas, com aumento considerável em seus pontos de QI. Podem desenvolver mais rapidamente sua coordenação motora, campo visual e sua inter-relação com o mundo exterior.
Outro aspecto como o senso de igualdade e diferença também é melhor compreendido pela criança. Em teste com crianças foi percebido que em seu relacionamento com o mundo exterior, com objetos inanimados, animais de brinquedo e animais vivos, há uma procura maior pelos animais vivos, independentemente dos brinquedos, barulhos e cores. Foi concluído que os animais vivos tinham um maior poder sobre as crianças, por responderem ao toque e estimularem os movimentos e a perseguição pela criança. O atrativo para a criança é a espontaniedade na interação, e ela sempre tentará outra vez, nem a televisão, nem o brinquedo e nem o vídeo-game farão o mesmo ou parecerão tão interessantes para ela. (DOTTI, 2005)
Dotti (2005) salienta que no mundo da criança e do animal há uma cumplicidade, pois eles estão sempre unidos pelos momentos que passam juntos, pelas brincadeiras, pelas confidências e pelo sentimento de sempre ter um amigo por perto. Há indícios de que esses laços trazem à criança uma estabilidade emocional e um amadurecimento compatível com sua idade, tirando-a do isolamento e gerando novas possibilidades. Alunos que possuem um envolvimento maior com os animais têm maiores índices de liderança e de altruísmo e menos índices de problemas comportamentais e ansiedade. É importante também o papel dos pais em incentivar as noções de dever e necessidade, para que a criança possa tomar consciência dos cuidados com o seu animal. Os pais devem encorajar a criança, por meio do animal, comportamentos responsáveis e de disciplina. Os animais apresentam grande oportunidade de envolvimento conjunto para com a família, onde momentos podem ser compartilhados de uma forma intensa por meio do contato físico e emocional com seu bicho de estimação.

Crianças, Psicoterapia e Animais

Segundo Serpel (1999 apud DOTTI, 2005) há estudos que indicam que as crianças utilizam seus animais de forma a se sentirem mais confortáveis quando se sentem chateadas, abandonadas, sozinhas e infelizes. Crianças com problemas de agitação, ansiedades, traumas em geral, podem ter uma grande ajuda dos animais, principalmente no que envolve a confiança entre terapeuta e paciente. Na maioria das vezes o que ocorre quando um animal está presente na sala e serve de apoio emocional, é que a criança sente-se acompanhada e cria uma cumplicidade afetiva com aquele animal, tornando-se menos ansiosa na hora de se abrir com o terapeuta, até o ponto de falar sobre suas próprias emoções de uma forma mais natural e também com mais propriedade.
Qualquer tipo de trauma pode prejudicar habilidades de socialização, pois gera desconfiança e insegurança. Já a relação com o animal é segura e isso traz um pouco de esperança para que a pessoa volte a acreditar nos outros e em suas relações. Uma série de técnicas podem ser utilizadas com a ajuda da presença do animal, trabalhando com os instrumentos que a própria pessoa fornece, trabalhando em suas virtudes e aspectos positivos podendo trazer à superfície fatos que com o decorrer da terapia poderão ser tratados. O terapeuta precisa criar uma atmosfera para que a criança encontre uma base de sustentação para seus problemas emocionais, e a partir daí aplicará diversas técnicas para realizar seu trabalho. Como por exemplo, aquelas que sofreram abusos ou foram negligenciadas, podem ter no animal um agente catalisador importante de suas emoções, o que poderá fazer a grande diferença, para que as mudanças e o crescimento possam ocorrer. Um dos fatores principais que o animal proporciona à criança é o senso do toque, onde ela sente que está doando e recebendo afeição, e é por causa dessa relação que o terapeuta, por meio do animal, consegue alcançar o paciente esteja ele onde estiver, e aos poucos conectá-lo com o mundo. (DOTTI, 2005)
Em entrevista realizada por Sanches (2007) com a veterinária Valéria Oliva, responsável pelos animais da Cão - Cidadão (Unesp), a melhora no comportamento agressivo dos pacientes é sensível. A iniciativa vai ser ampliada para crianças autistas ou com quadros severos de doenças mentais, e já é reconhecida por psiquiatras.
Para as crianças, brincar com bichos também é positivo até mesmo quando são animais de fazenda. Uma pesquisa realizada no final de 1999 na Áustria, mostrou que os pequenos que brincam com vacas, galinhas, porcos e ovelhas têm menos chance de desenvolver alergias e problemas respiratórios, como a asma. A explicação? O contato aumenta as células de defesa e deixa o corpo mais tolerante a bactérias e ácaros. (GULLO, 2000)
Segundo Dotti (2005) é de suma importância saber que há uma grande diferença nas relações com as crianças institucionalizadas e outras crianças pertencentes aos outros grupos que desenvolvem a TAA. A criança institucionalizada por motivo de abandono ou mesmo por que foi retirada de seus lares por violência contra ela, seja física, emocional ou psicológica, deve ter um tratamento mais aprofundado e conseqüentemente exigirá a participação de profissionais da instituição, juntamente com os profissionais do programa de TAA.
A relação da criança com o animal poderá ser de profunda dependência e vínculo extremo ou de descaso e crueldade. Ela pode se tornar agradável, cheia de atenção e afeto para com o animal e para com seu dono em uma interação intensa, ou se mostrar revoltada, arredia e projetar no animal toda uma carga emocional negativa, que se traduz em formas brutas e cruéis no convívio com os animais. Aconselha-se que essas crianças sejam analisadas e acompanhadas por psicólogos e pedagogos, para educar e aliviar a dor da rejeição e do abandono, continua o autor.
Para Poresky (1996 apud DOTTI, 2005) outro ponto importante é a relação de vínculo que se pode criar nessas condições. De qualquer jeito essa relação é criada, mas é essencial um monitoramento para que se crie um ambiente harmônico e não prejudicial para elas. Não é recomendável incentivar a relação apenas com um animal, pois possivelmente trará ansiedades e um profundo vínculo com ele. Mesmo que haja preferências, o que é normal, há de se abrir outras possibilidades e equilibrar as relações, com planejamento adequados para cada criança assistida.
Estudiosa do assunto nos seus 45 anos de profissão, Hannelori sempre observou a influência do animal dentro de uma família. Notava o quanto se guardava o luto quando o cão ou gato morria e as crianças que chegavam a adoecer sem seu bichinho de estimação. Por isso, há três anos resolveu fazer um trabalho voluntário que é uma verdadeira preciosidade. Leva animais para brincar com crianças deficientes do Lar Escola São Francisco, em São Paulo, e para fazer companhia aos doentes do Hospital da Criança, também na capital paulista. N. M. S., seis anos, internado no hospital às pressas por causa de uma intoxicação por remédio, adorou ser visitado pelos bichinhos. O garoto estava de cama, recebendo soro e bastante amuado com o susto. Assim que a psicóloga e a sua equipe apareceram no quarto ele mudou de ânimo e deixou transparecer um gostoso sorriso no rosto. A especialista afirma que as crianças se soltam e é possível notar uma melhora física e mental.(TERAPIA, 2007)
O portador de distúrbios psiquícos, V. R. G., vivencia problemas de sociabilização, concentração e aprendizado. Após seis meses de prática da equoterapia, o menino de apenas 8 anos, alcançou avanços físicos e mentais. A mãe, R. G., conta com entusiasmo que, logo nas primeiras semanas de tratamento, ele passou a agir de forma mais sociável, melhorando o relacionamento com os irmãos e também o jeito de andar, falar e aprendeu as cores. A psicopedagoga, Luciana Rocha, uma das profissionais que atua no seu tratamento equoterápico, explica que as atividades propostas para V. R. G. são focadas no aprendizado e na capacidade de concentração. Além da equoterapia, o garoto conta com o acompanhamento psiquiátrico, fato que contribui ainda mais para o seu desenvolvimento. (CRISTINA, 2007)
Em entrevista realizada por Gullo (2000) com Alexandre Rossi, a utilização desse tipo de terapia apresenta ótimos resultados com crianças doentes. Na presença de animais até os médicos conseguem se aproximar do paciente mais facilmente. Depois das visitas, o relacionamento e o humor dos pequeninos melhoram visivelmente. No rastro dessa idéia, o zootecnista começou há alguns meses a levar cachorros em asilos e nas casas de apoio do Hospital das Clínicas de São Paulo para brincar com crianças que sofrem de câncer. Essas instituições abrigam crianças doentes cuja família em geral não tem como mantê-las. Segundo ele, que também é especialista em comportamento animal, quando o cachorro chega, é uma festa. Tanto crianças como os velhinhos ficam visivelmente mais felizes. Alegria, aumenta os níveis de endorfina no organismo. Essa substância, que é nosso calmante natural, influi no sistema de defesa do corpo, deixando o paciente mais fortalecido, desse modo, reage-se melhor às doenças.
A. é um garoto, tem 5 anos e é portador da Síndrome de Down. Mas, quando está com a enorme e mansa Nagoya, uma rottweiler do canil Cambará, ou com Toby, um beagle, em São Roque, interior de São Paulo, o que se vê é uma criança comum, brincando ao ar livre, abraçando o cachorro, que retribui o carinho do garoto na mesma proporção.
Há alguns meses, A. e várias outras crianças, portadoras de diversas deficiências, de problemas emocionais graves à paralisia mental ou física, até autismo, têm encontrado no canil, junto aos animais, um elo com um mundo de movimento, expressões e descobertas que vêm surtindo efeitos sensíveis sobre sua saúde. Duas vezes por semana, essas crianças vão até o canil e aprendem, no contato com os cães, a fazer movimentos que até então eram quase impossíveis. Muitos aprendem os rudimentos da fala, ou pelo menos se esforçam para se expressar, e principalmente sentem-se aceitos e amados como são. Os cães não sabem que essas crianças são especiais. Sabem apenas que elas afagam, brincam e precisam de carinho. É uma relação muito rica, e que está surpreendendo pelos resultados positivos, afirma a pedagoga Marisa Solano, dona do Canil Cambará, onde cria rottweilers, beagles, labradores, cockers e weimaraners. Dona também da Escola de Educação Infantil Toquinho de Gente, em São Paulo, onde A. estuda, ela diz que foi justamente observando-o sendo estimulado pelos cães numa visita ao canil que teve a idéia de disponibilizar o espaço e seus animais para a terapia junto a crianças especiais.
Dirigida pela psicóloga Maria Lúcia Silveira Batista Pivelli e pela fonoaudióloga Silvana Banys, a Refazenda tem entre seus alunos crianças com diversos níveis de deficiência. Sem muitos dados teóricos com que trabalhar, as duas e a pedagoga Marisa Solano resolveram usar a sensibilidade e o estudo de caso a caso das crianças para verificar que tipos de estímulo os animais poderiam fornecer. Através da observação tanto das deficiências e dificuldades das crianças e do modo como elas se relacionavam com os animais elas foram estruturando exercícios e brincadeiras.
Foi assim, olhando cada criança e cada animal como indivíduos com suas próprias características, que se chegou a exercícios de estímulo aos movimentos. Exemplo: andar junto com o cão, ele sobre uma tábua e a criança ao lado, os dois se ensinando mutuamente, com a criança fazendo sem perceber exercícios psicomotores e de expressão. As crianças tentam se comunicar com o cão como poucas vezes tentam se comunicar com as pessoas. Em casos de deficientes visuais, por exemplo, trabalham com animais com guisos, o que desperta a atenção da criança e as anima a brincar. Os resultados que as visitas e as brincadeiras, sempre monitoradas pelas três profissionais e outras professoras da escola têm obtido são surpreendentes. Há crianças que há alguns meses nem ficavam em pé. Hoje se movimentam, com dificuldades ainda, dadas as suas próprias limitações, e outras que não conseguiam falar já emitem sons, chamam os cachorros. Enfim, brincando elas estão aprendendo a viver e a se socializar. (ANIMAIS, 2007)

Referências Bibliográficas:

ANIMAIS SÃO USADOS COM SUCESSO NA TERAPIA HUMANA. 2007. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2007.

CRISTINA, R. Cinoterapia: a terapia assistida por cães ajuda crianças, adolescentes e idosos a superarem seus limites. 15 jun. 2005. Disponível em: Acesso em: 10 ago. 2007.

DOTTI, J. Terapias e animais. São Paulo: Noética, 2005.

GULLO, C. Benefício animal: pesquisas mostram que cuidar de bichos ajuda no tratamento de doenças como câncer e depressão. Revista Isto é. 25 jan. 2000. Disponível em: . Acesso em: 1 ago. 2007.

SANCHES, M. Remédio em quatro patas. 2007. Revista Época. 21 mai. 2007. Disponível em: . Acesso em: 3 ago. 2007.

TERAPIA CANINA. 2007. Disponível em: . Acesso em: 18 ago. 2007.


Escolhendo o bicho certo

Segundo Guilhardi (2006), um aspecto extremamente importante para aprimorar as relações entre o homem e seu animal de estimação é o conhecimento das leis que regem os comportamentos de cada espécie. A Análise do Comportamento é uma área da Psicologia especialmente habilitada para ensinar como instalar, desenvolver e alterar comportamentos no seu "discípulo". Há uma série de técnicas e procedimentos para manejar comportamentos, tais como modelação, fading, reforçamento positivo, extinção, etc. O domínio de tal área permite ao dono do animal desenvolver ao máximo o potencial do seu "companheiro", tornando-o obediente, participativo e diferenciado. Há algumas informações relevantes que devem ser consideradas antes de escolherem um bicho de estimação, entre elas elencaremos:

Primeiro:  Questão de Sensibilidade -  ter sensibilidade ao outro (no caso, o "outro" é o animal). Ou seja, as necessidades do animal devem ter importância para mim. O frio que ele sente, a sede, a fome, a dor, a solidão devem ser respeitados e meu conforto, preferências, cansaço, etc, não podem prevalecer  indiferentes às carências do outro. Assim, mesmo cansado, por vezes deverá se levantar e preparar a comida do seu animal de estimação.
Se você não for sensível ao outro, não busque um animal de estimação, a sensibilidade é um fator fundamental. Você pode fazer-lhe mal, ele está sempre em desvantagem, pois está fora do seu ambiente natural, indefeso, desprotegido, uma vez que os dotes da natureza, em nossas casas, não funcionam em sintonia com oprocesso de seleção natural. Não é justo, e nem humano, tirá-lo do contexto que lhe é próprio e abandoná-lo à própria sorte. E, finalmente, tudo o que fizer pelo seu animal deve ser feito com afeto: vibrar com as realizações e satisfações dele; sofrer com as dores dele. Desta forma, a sua relação com seu animal é gratificante para ambos. Você deve se realizar com seu leal companheiro e não tê-lo como um estorvo, dando-lhe de comer por obrigação.

Segundo: Mitos e Verdades -  O mito mais freqüente está relacionado, com os sentimentos do animal em relação ao seu dono. Num extremo, as pessoas pensam que seu "amiguinho" tem sentimentos como ela; no outro, afirmam que é um "bicho" e não sente. A verdade é que a interação entre o animal e seu dono é intensa e desenvolvem-se discriminações muito sutis entre ambos. Tanto um, como o outro captam mudanças mínimas de comportamento; nas rotinas, nos encadeamentos de respostas. Desta maneira, há uma comunicação não verbal elaborada e que simula troca de afeto. Não se pode afirmar que os animais apresentam os afetos humanos; mas nós podemos ter pelos animais afetos humanos. Tal constatação basta. Essencialmente, a manutenção de boas rotinas mantém comportamentos e emoções intactos e saudáveis. Interações estressantes produzem vulnerabilidades, no mínimo, afetivas (tristeza, ansiedade, preocupação etc). Como e quanto os sentimentos afetam o funcionamento do organismo não resta dúvidas.

Terceiro: Perfil do Dono -  A pessoa deve ser afetiva; ter disponibilidade mínima de tempo para cuidar rotineiramente do seu animal; ser capaz de quebrar rotinas para situações de urgências (ferimentos, atropelamentos, dores agudas, etc.); ter curiosidade para ler, investigar, saber mais sobre hábitos, rotinas, alimentação, etc, do animal; compartilhar seu espaço físico e, eventualmente, sua rotina com o animal; ter habilidades para envolver as demais pessoas da família nos cuidados dispensados ao "parceiro". A relação entre odono e seu bicho deveria ter características semelhantes às dos humanos entre si, porém num nível menos intenso.

Guilhardi (2006) ressalta alguns perfis de pessoas que se enquadram a determinados animais:

- "Pessoas que trabalham fora: Pessoas que trabalham fora deveriam colaborar, curtir, conviver o possível com animais de pessoas próximas. Não é indicado deixar os animais muito tempo a sós. Os animais solitários podem satisfazer necessidades de solidão e de expressão de afetos dos humanos, mas eles próprios pouco recebem em troca. Como conseqüência, manifestam carências através de comportamentos anômalos. Peixes talvez possam ser uma opção para pessoas que ficam muito ausentes de casa.

- Para famílias que possuem crianças: Para crianças, animais que expressam afetos (neste sentido, os cachorros são imbatíveis) e que interajam abertamente, porém sem brutalidade (mesmo que não seja intencional, um movimento brusco e intenso machuca, apesar da alegria e boa vontade do animal). As crianças, ao se relacionarem com os animais, aprendem a expressar e receber afeto.
Devem ser estimuladas a cuidar deles, a notar dificuldades e proezas de seus "inseparáveis amigos". O animal é um excelente professor de afetividade, de auto-estima, de responsabilidade, de disciplina, e é fundamental para o desenvolvimento de repertório social.

- Para Idosos: Para os idosos, recomenda-se "companheiros" com as mesmas características apontadas para as crianças, mas principalmente aqueles que estimulem os idosos a emitirem comportamentos, tais como sair de casa; fazer exercícios físicos moderados, mas sistemáticos; que estimulem a interação social e os façam sentir-se úteis.

- Desde bebês até pré-adolescentes: Animais mais indicados são aqueles de boa índole, mansos, tranqüilos. Para crianças, conforme citado anteriormente, aqueles que interajam mais freqüentemente e que demonstrem afeto. Acredito que o melhor animal para uma criança é aquele que os pais mais adoram. Sendo amado, o "amigo" será mais bem tratado, o que dará para a criança e/ou pré-adolescentes importantes modelos de interação com animais e, através de generalização, bons modelos de interação com outras pessoas, assim a criança cresce sabendo se socializar. Além disso, qualquer animal bem cuidado será mais dócil, mais afetivo, mais acolhedor. Há necessidade de bom senso na escolhado animal de estimação. Por exemplo, o que fazer se a criança adora cachorros, mas o pai gosta de passarinhos? Neste caso, que ambos fiquem felizes: cachorro para o filho, passarinho para o pai e paciência para a mãe.

- Solitários e Depressivos: Os animais devem ser escolhidos, não impostos. Devem ser bem tratados, pois assim são mais gratificantes e dão menos trabalho; devem ser incluídos na rotina da pessoa, dentro de limites (é muito agradável ter seu animal de estimação por perto, tranqüilo, enquanto você lê ou assiste à televisão, por exemplo); a pessoa deve ser bem informada sobre as características e hábitos do animal, pois assim pode tratá-lo de forma mais adequada. Os animais são excelentes companheiros e sua dependência gera sentimentosde eficiência e utilidade; suas iniciativas despertam sentimentos de prazer e orgulho (às vezes, de zanga passageira, quando são travessos). Os animais têm função de prevenção de sentimentos de solidão e de depressão. Os benefícios da companhia do animal de estimação advêm da convivência construída passo a passo, não da intromissão arbitrária.  Uma pessoa deprimida pode se sentir incomodada com a presença de um animal; alguém ansioso pode se irritar ainda mais com a presença do animal. O animal inesperado pode ser indesejável e isso traz perdas para o dono e para o próprio animal". (s/p)

Enfim, conforme nos afirma Guilhardi (2006) "são muitos e importantes benefícios" (s/p). Há troca de afetos; a pessoa sente-se amada e útil; desenvolve responsabilidade e disciplina para cuidar da rotina e das necessidades do animal; os "amigões" propiciam interações sociais entre as pessoas que conversam sobre seus bichinhos; estimulam atividades físicas, passeios;  no dono melhora sua auto-estima; desenvolve tolerância à frustração, entre muitos outros.

Segundo Grimaldi (s/d), advogada especializada em direitos dos animais, conciliadora do Juizado Especial - JEPEC - do Fórum de Pinheiros (SP/SP), o que todas pessoas deveriam saber, em sua sã consciência, antes, durante e depois de adquirirem um animal de estimação:

 

"1º - Bicho não é brinquedo, é vida: Portanto, sente, ama e sofre cansaço, dor, calor, frio, fome, sede. Na legislação animais de estimação são considerados, bens móveis, duráveis, são semoventes (capazes de se moverem). Quando adquiro um animal eu tenho o direito de sua propriedade, porém tenho 
também o dever de mantê-lo com dignidade. Ou seja, um animal requer cuidados básicos como, local apropriado que seja abrigado de umidade, frio ou calor intenso, alimentação adequada, exercícios físicos, acompanhamento médico veterinário (vacinações e vermifugações).

- Meu direito termina quando começa o direito de meu semelhante: É perfeitamente viável possuir um animal de estimação em um apartamento, porém como vivemos em sociedade devemos seguir regras.
O artigo 554 do Código Civil Brasileiro estabelece o mau uso de propriedade, ou seja, posso ter meu animal desde que respeite os horários de sossego, não suje as áreas pertinentes do condomínio e nem coloque em risco a segurança alheia.
Respeitando essas normas estou resguardado no artigo 5º da Constituição Federal, no direito de propriedade. Eu tenho o direito de passear com meu cão em vias públicas, e meu vizinho tem o direito de não ter de pisar nos dejetos oriundos de meu cão.

- A compra e venda de animais de estimação está resguardada no Código de Defesa do Consumidor, quando adquirimos um animal com pedigree, além do Direito da Genealogia ficamos protegidos quanto a determinados defeitos congênitos que impossibilitem o animal à finalidade para a qual foi adquirido. Por exemplo se adquirimos um cão para a finalidade de exposição e reprodução faltas como prognatismo ou criptorquidismo são cabíveis de reparação. Doenças infecto contagiosas também cabem na garantia. O responsável por fraudes de registro responde nas esferas cíveis e criminais.

- Tu és responsável por tudo aquilo que cativas: O único animal que mata por prazer, vingança ou motivo torpe é o homem. Somos responsáveis nas esferas cíveis e criminais por todo dano que causarmos a nosso semelhante.
Um cão empresta os olhos quando é guia e dá sua vida quando é guarda.
Não compara-se cães a armas, mas sim a instrumentos, eles podem salvar ou matar como nossas mãos ou um veículo, mas tudo vai depender de quem está por detrás, quem comanda o veículo. Ao adquirirmos um cão devemos ter em mente, muros altos e portões que impeçam evasões, placas advertindo perigo, e sociabilização com pessoas e outros animais para evitarmos eventuais fatalidades. O difícil não é ter, mas manter.

- Quanto vale um amigo? Tenha em mente que animais, como pessoas, envelhecem, o encanto de filhote um dia acaba. Se você não tem o intuito de criar e adquiriu uma fêmea, para evitar crias indesejáveis, castre-a, abandonar os filhotes a própria sorte é desumano e cruel, além de ser crime. Cães velhos já foram um dia, encantadores e úteis, lembre-se disso, sacrificar seu cão só porque ele envelheceu é uma sentença digna de um algoz, abandoná-lo é até pior, ele pode sofrer dias até o descanso final. Para você, quanto vale um amigo? Um cão só não é humano, mas é um grande amigo, talvez o único que lhe seja sincero. Pense nisso antes de brincar de juiz ou pior, de Deus. Lembre-se você pode deixar de responder às leis dos homens, mas a vida cobra, você semeia e depois colhe, é certo que um dia você há de envelhecer e asilos por mais agradáveis que sejam, não são lares.

- Tenha sempre em mente: Só existem duas coisas que o dinheiro é incapaz de comprar: o sorriso espontâneo e o abanar da cauda de um cão. Você pode até comprar o cão, mas suborná-lo, jamais". (s/p)

Referências Bibliográficas

ALENCAR, T.S. Amigo animal: O que leva pessoas a escolherem animais de estimação? (Entrevista com Dr. Hélio José Guilhardi). Rede Psi, São Paulo, 6 Set. 2006. Disponível em: . Acesso em: 29 mai 2007.

 

GRIMALDI, M. Ao escolher um bicho de estimação. Disponível em: <http://www.projetocao.com.br/projeto.direito.html>. Acesso em: 12 maio 2007.



Os Benefícios da Terapia assistida com animais

Qualquer pessoa pode fazer uso da terapia animal: os idosos, adultos ou crianças com problemas psiquiátricos, portadores de deficiência física ou mental, com câncer ou soropositivos e pacientes domiciliares ou hospitalizados. Apesar de a teoria sugerir que pacientes imunossuprimidos, susceptíveis a infecções oportunistas com histórico severo de alergias e problemas respiratórios ou internados nas unidades de terapia intensiva não façam uso da terapia, alguns projetos descrevem visitas a esses pacientes, pois pesquisas revelaram que visitantes humanos transmitem mais infecções aos pacientes do que os animais, quando devidamente limpos e imunizados. A restrição real compete ao paciente que possui medo ou aversão a animais (KAWAKAMI; NAKANO, 2007).

 Estudos recentes têm mostrado que o uso de animais tais como, cães, gatos, pássaros, cavalos, golfinhos entre outros, representa um contributo importante para o bem-estar social e psicológico das pessoas. Os resultados da TAA e os seus benefícios são transversais a toda a população - além de aceites pela sociedade e comunidade médica e já tem reconhecimento científico, justificando o investimento na investigação. (COUTO,2007)

Segundo Couto (2007) em Portugal, a TAA começa a ser uma aposta forte, aplicada, por exemplo, em crianças com autismo ou a Síndrome de Down, e no acompanhamento a idosos e adultos jovens com problemas diversos, quer funcionais, quer psicológicos, ou que, simplesmente, se sintam sozinhos. Em alguns casos, a TAA pode ser auto-aplicada pelo indivíduo, em sua própria casa, na maioria dos casos o recurso a este tipo de apoio tem de ser contextualizado e inserido num programa especializado.

 

Seria de fundamental importância, numa fase anterior ao tratamento, recolher, de forma rigorosa e detalhada, informação sobre a historia clínica da pessoa. Isto porque a escolha da terapia a aplicar e o animal a utilizar irá depender directamente da patologia que a pessoa acusar (COUTO, 2007).

As terapias com cães em hospitais, propõem que o tempo máximo para a visita seja de uma hora e meia, para que os animais não fiquem estressados. Embora se tratam de cães saudáveis, deve-se evitar contato com o rosto do paciente. Destacam também que o número de animais participantes deve ser razoável com o tamanho da instituição, e que aqueles que modificam seu temperamento após entrarem na instituição devem abandonar o lugar imediatamente, assim como as fêmeas no cio não podem participar. (KAWAKAMI; NAKANO, 2007).

De Acordo com Kawakami; Nakano, (2007), existem vários benefícios na  Terapia Assistida por Animais, entres eles seria:

  • · Dar nomes aos filhotes ou chamar os animais pelo nome são excelentes exercícios fonoaudiológicos à pacientes que possuem dificuldade de falar. Aqueles que não falam são estimulados a produzir expressões vocais;
  • · Fazer o paciente acariciar, pentear e jogar bola para o cão é um ótimo exercício de coordenação de movimentos, além de ajudar a controlar o estresse, diminuir a pressão arterial e reduzir os riscos de problemas cardíacos, como comprovado pelo estudo onde sugere que a criação dos animais pode causar efeitos relaxantes, evidenciado pela redução da pressão sanguínea e aumento da temperatura corporal;
  • · Diminui a percepção da dor e a ansiedade;
  • · Constatou-se que os pacientes que cuidavam de animais gastavam 16% a menos de medicamentos e saíam dois dias antes dos hospitais do que os doentes que não mantinham contato com os bichos;
  • · O contato com animais aumenta as células de defesa e deixa o organismo mais tolerante a bactérias e ácaros, diminuindo a probabilidade das pessoas desenvolverem alergias e problemas respiratórios ;
  • · O estímulo do animal faz com que aumente o nível de endorfina, ajudando a minimizar os efeitos da depressão;
  • · Diminui a solidão e a inibição dos pacientes melhorando consideravelmente o comportamento social;
  • · Ajuda a descontrair o clima pesado de um ambiente hospitalar;
  • · Aumenta o desejo de lutar pela vida;
  • · Melhora as relações interpessoais; e finalmente, mas não menos importante;
  • · O animal facilita e nutri a comunicação entre o profissional e o paciente.

 

Os Benefícios da Terapia Assistida por animais em idosos.

Os animais quebram a depressão, tão comum nos idosos, especialmente naqueles que não têm mais vínculos familiares, como é o caso dos que vivem em instituições, e falam sempre do mesmo assunto: a doença, o abandono ou as dificuldades da vida. Torná-lo mais receptivo ao meio em que vive. Fazê-lo sorrir, interagir ou simplismente brincar. Para dar um basta à solidão, eles entram em ação sem pedir nada em troca. ( CÃES, 2006).

De acordo com Cães (2006), todos os pacientes com idade avançada precisam de tratamentos humanizados, e o que vemos no dia-a-dia é uma tendência para a humanização. Neste sentido, temos colaborado para que as equipes médicas, profissionais e pessoal de apoio vejam os pacientes com mais atenção e bondade. Os animais trazem esse aspecto

muito claro, pois quebram o gelo, e proporcionam uma atmosfera mais quente nas relações. Embora ainda falte muito o que saber sobre os mecanismos biológicos que conectam a mente e corpo, já são muitos os estudos que indicam os efeitos fisiológicos positivos gerados nas pessoas que interagem com os animais.

Os resultados alcançados pelo trabalho desenvolvido por dois médicos da África do Sul. O professor Johannes Odendaal e a Dra. Susan Lehmann obtiveram boas respostas sobre esses mecanismos. Tanto nos humanos como em cães há uma mudança hormonal benéfica que ocorre nas endorfinas beta, phenylethylamina, prolactina, dopamina e oxitocina (interação positiva). Além do bem-estar, a liberação dessas substâncias químicas também reduzem o cortisol (hormônio do estresse). Num estudo piloto foram caracterizados os efeitos normalizantes, do animal associado à terapia, exercem sobre os aminoácidos dos neurotransmissores em pessoas deprimidas. A realidade é que a relação terapêutica entre animais e humanos foi cientificamente medida e daqui a alguns anos poderá gerar uma mudança nas bases de algumas áreas da medicina. (CÃES, 2006).

 "Um cérebro confuso e ansioso envia mensagens desordenadas, confundindo o sistema imunológico. Um cérebro relaxado e equilibrado permite ao corpo e mente trabalharem em natural harmonia. Esse mecanismo explica porque o sentimento de amor tem um poder de cura". (BECKER, s/d apud CÃES, 2006).

            Os Benefícios nas terapias para idosos são de total importância para o estado, físico, mental, social e emocional (CÃES, 2006):

 Físicos:

  • Os exercícios e estímulos são variados, aumentando a mobilidade;
  • A terapia ajuda a regular a pressão arterial, com reações químicas positivas (segundo estudos divulgados por programas americanos, ingleses e canadenses);
  • Bem-estar geral;
  • Redução do estado de dor;
  •  Dá um novo ânimo para as funções da fala e físicas.

Mentais:

  • Estimula a memória do paciente levando em conta as diversas observações relativas à vida do idoso e dos animais com os quais mantém contato. Exercícios de cognição através de material usual do animal, da alimentação e de higiene.

 

Sociais:

  •  Oportunidade de comunicação e sentido de convivência;
  •  Recreação, diversão e alívio do tédio do cotidiano. Redução da sensação de isolamento;
  •  Possibilidade de troca de informações e de ser ouvido;
  • ·          Sentimento de segurança, socialização e motivação.

    Emocionais:

  •  Amor incondicional e atenção, espontaneidade das emoções, redução da solidão, diminuição da ansiedade, relaxamento, alegria, reconhecimento de valor, troca de afeto;
  •  Vínculo e aumento de confiança com o ser humano, com o foco nos participantes da terapia;
  •  Reações positivas a estímulos (alimentação, necessidades básicas e higiene);
  •  Os benefícios continuam mesmo depois das visitas, através das lembranças e experiências positivas.

     

Referencias Bibliográficas

KAWAKAM, C.;NAKANO, C. Relato de experiência: terapia assistida por animais (TAA)-mais um recurso na comunicação entre paciente e enfermeiro,mai.2002.. Disponível em: <:http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=MSC00.... Acesso em 6 ago.2007.

COUTO, L. Terapia assistida com animais carece de mais informação, 04 jun. 2007. Disponível em:< http://www.pcd.pt/noticias/ver.php?id=5758>. Acesso em 1 ago. 2007.

CÃES LEVAM ALEGRIA PARA A TERCEIRA. Diário do Nordeste, 18 jun. 2006. Disponível em: < http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=344718> Acesso em 31 jul. 2007.




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