Downloads - Ajudando os pais a ajudar os seus filhos com histórias que trabalham várias situações e emoções vivenciadas pelas crianças.

****Todos os links e arquivos que se encontram no site, estão hospedados na própria internet, somente indicado aonde se encontram, não hospedamos nenhum cd, livro ou programa que seja de distribuição ilegal. - O dono do site não tem responsabilidade alguma sobre os arquivos que o usuário venha a baixar e para que irá utilizá-los.**** 


 LIVROS INFANTIS
Clique no nome do livro abaixo da figura para fazer dowloand 

                                                  


Ai que medo 
                 


 As dúvidas que eu tenho
                                                                                                                             

Gente bem diferente


 A honestidade sempre vence


   A colcha de retalhos    


 Uma joaninha diferente


  Ninguém é igual a ninguém


   Adeus chupeta


Quem tem medo do ridículo

lastscan
Tenho medo mas dou um jeito



PassaportteBrincarDeLer3

PassaportteBrincarDeLer


MÃE, CONTA UMA HISTÓRIA?

Por Luciana Schmidt

Fonte: Revista Baby & Cia, ed. 17

 A arte de contar histórias passa de geração para geração. A inspiração vem dos livros, dos filmes, dos desenhos, das pinturas, dos sonhos, das fantasias, da vida, do cotidiano... Enfim, vem de todo lugar. As crianças, desde muito cedo, arregalam os olhos atentas e apuram a audição para ouvir sobre os mais variados enredos. Nós, adultos, não nos cansamos de repetir histórias das quais gostamos. Mas, afinal, qual a importância da arte de contar histórias na vida das crianças?

Para nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas, fomos ao encontro com a psicanalista Diana Lichtenstein Corso, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). Formada em Psicologia pela UFRGS, ela trabalhou com crianças no campo dos problemas de desenvolvimento infantil, é autora do livro "Fadas no divã: psicanálise nas histórias infantis" (Ed. Artmed), em parceria com seu marido, Mário Corso, além de ser mãe de duas filhas, Laura e Júlia. Veja nas próximas páginas a opinião dela e tire dúvidas a respeito desse mundo de fantasias.

Contar histórias antes de dormir é uma atividade muito corriqueira para a maioria dos pais. Mas qual a importância das histórias para as crianças do ponto de vista psicológico?

A função delas é ajudar os pequenos a lidar com seus dilemas. As crianças são filósofas natas, querem saber do mundo em que vivem, de seus papéis e para qual missão foram chamadas. Diariamente, são confrontadas com problemas e dilemas de que não dão conta (questões sobre a morte, o sexo e as identidades sexuais, a justiça e o destino, todas imensas para essa vida tão recente).

As histórias respeitam o limite intelectual dos pequenos, que sabem colocar questões, mas do modo deles. Uma história infantil contém, de forma metafórica e evocativa, a filosofia possível para a criança pequena que quer saber sobre o amor dos pais pelos filhos (e se ele pode acabar), que teme a rejeição, que não sabe o que fazer com a agressividade que lhe brota em certos momentos, enfim, para todo o tipo dúvida das crianças. As histórias infantis são sempre sobre o que lhes interessam é esse reino distante do "Era uma vez" é a sua família.

Fadas, princesas, monstros e super-heróis fazem parte do universo lúdico infantil. Em que esses personagens ajudam no desenvolvimento das crianças? Os pais devem estimular seus filhos a conhecer essas histórias?

Mesmo que os pais não estimulem, eles vão conhecer esses personagens que estão por toda a parte, basta ligar a TV ou ir a qualquer pré-escola. Eles se diversificam ou se repetem conforme a adequação deles para representar as realidades psíquica e social de cada época, como as princesas foram recicladas para representar o lugar das meninas de hoje. Cada filha gosta de se pensar como resultado de um nobre desejo a ela dirigido. As famílias passaram a ver outro valor nas filhas mulheres, pois a lealdade feminina aos pais não exclui o fato de que eles possam esperar delas grandes realizações no mundo externo.

Então, com uma filha, ganha-se nas duas pontas: tem-se um filho para o mundo e outro para a casa. Por isso, não param de criar e reciclar princesas. Como se vê, as histórias traduzem o que somos, então, elas nos escolhem mais do que as escolhemos. Cabe aos pais ficarem atentos, compartilhar e serem curiosos sobre o que a ficção tem de interessante e divertido para oferecer e dialogar com a criança sobre o que se está lendo ou assistindo.

Por que essa vontade das crianças de querer sempre ouvir a mesma história repetidas vezes?

Não é sempre assim! Elas querem ouvir sempre a mesma história em que estão engatadas, porque esta disse algo que as tocou. Além disso, a criança precisa ouvir várias vezes para entender, por ter uma visão fragmentada do mundo e ser difícil de apreender o todo. A repetição também se dá pelo lado cognitivo. Além disso, a repetição as diverte por constatar a performance dos pais, suas vozes, a parte em que eles se entediam de contar e a que os entusiasma. Elas não cansam de reencontrar esse efeito e de se impressionar com ele. Ao contar um conto, o adulto põe seus pontos e eles são muito empolgantes para as crianças.

Como ensinar os filhos a lidar com a frustração quando a maioria das histórias possuem finais felizes?

Realmente, a mensagem de todos os contos é reassegurada, pois tudo vai dar certo no final, sendo que dá tudo errado antes. O que se passa à criança é uma ideia de que, depois, as coisas se resolvem, e de que as frustrações existem, mas serão solucionadas no fim. Quando acontece qualquer coisa de ruim na vida de nossos filhos, o mínimo que temos de fazer é dar garantias de que as coisas podem voltar a ser boas. Não vejo muito problema na criança acreditar nisso, o ruim é quando a pessoa já é adulta e segue nessa mesma lógica infantil. Ser adulto é realmente deixar de acreditar em Papai Noel, ou seja, existem muitos finais infelizes que já podemos superar quando crescidos.

Ver um filme, fantasiar-se com a roupa da personagem, criar superpoderes, imaginar e sonhar faz parte do desenvolvimento infantil?

Claro! E do adulto também. Mas os adultos têm vergonha de exteriorizar a fantasia que os anima. Encarnar um personagem é viver uma fantasia e ser uma princesa ou um super-herói é, na verdade, atuar conforme o que se passa dentro de si. Essas fantasias têm diversas finalidades, é preciso tentar entendê-las. Geralmente, são compensatórias. A criança é muito pequena e impotente, depende dos seus pais para tudo e, de alguma forma, sabe disso.

Ora, se ela é um super-herói com todos os poderes (como a superforça e o raio destruidor), ela não tem nada mais a temer e pode até prescindir e rivalizar com esses "grandões" que cuidam dela. Ou, então, quem não vai amar uma princesa lindíssima e herdeira de um reino encantado com um castelo e tudo mais?

O que você aconselha aos pais?

Contem histórias para seus filhos, mas também inventem outras para eles. Vocês podem se descobrir com uma fonte inédita de boas ideias. Durante milênios, a transmissão da cultura era via oral, de pai para filho. Em algum lugar, essa vocação de ser contador de histórias está escondida em cada um de nós, basta despertá-la. Depois dessa dica, mamãe, eu só posso dizer: vá em frente! Sabemos que o amor é um elemento inspirador de criatividade e, sendo assim, você, com certeza, deve ter muitas fábulas para contar...


Estatuto da Criança e do Adolescente




Cartilha Orientativa


O que você quer encontrar no site?
Clique nos links abaixo:

Principal
Dúvidas
Serviços
Depoimentos
Agende pela internet
Consultório
Orientação On-Line
Cursos On-Line
Parcerias
Blog
Projeto Simples Assim Crianças
Projeto Simples Assim Adolescentes
Downloads
Livros e Filmes
Vídeos Educativos
Livro de Visitas
Responsabilidade Social
Artigos Publicados
Quem sou
Contato